24 de setembro de 2012

Curiosidade + Reflexão


Há imagens que nos tocam, não muitas, que nos acompanham por toda a vida. O que acontece quando nos saltam aos olhos pela primeira vez é tão poderoso que seu efeito retumbante dificilmente deixará de ser sentido. Podemos tirá-las da mente, distraídos com nossos afazeres, podemos suplantar o choque com a tinta branca do tempo. Mas o certo é que voltamos a elas, quando elas próprias não se precipitam, atropelando nosso espírito, trazendo à flor da pele o mesmo arrepio, a mesma sensação de vertigem. Permanecemos ligados a elas por uma interrogação em aberto, por um elo estranho, enigmático, sempre restabelecido, sem jamais perder o impacto.
Tal o efeito causado pela fotografia de um suplício chinês no espírito e na obra de Georges Bataille.
Retirei desse blog essa intro por sinal belíssima, assim como o restante do texto. (Contém imagens fortes). Leiam !

Lendo umas coisas aqui no trabalho(estágio),me deparei com um texto que fazia uma sitação a um chinês Fou Tchou Li. Em 1905, na China imperial,que foi considerado culpado pelo assassinato de um príncipe, Ao Han Ouan e submetido ao terrível suplício dos Cem pedaços.
De fato sua historia se tornou curiosa por que na sua execução o chinês e seu Suplício dos Cem Pedaços o sorriso visto no seu rosto é absurdamente intrigante. Isso mesmo eles estava sorrindo,e em seus olhos não mostravam qualquer expressão de dor,mais sim de satisfação e até ouso dizer de prazer.Isso pelo que pesquisei até hoje é discutido, para saber o porque a mente humana é extremamente misteriosa, ao todo temos somente 4 fotos da sua execuçao onde um homem é despedaçado em praça pública e estranhamente não parece sentir nada. Pessoalmente olhando as fotos eu fiquei com medo só de pensar no meu pulmão exposto por ai,ou tendo um uma perna arrancada. 
Era uma forma de tortura e execução utilizada na China a partir de cerca de 900 dC até sua abolição em 1905. Nesta forma de execução, o condenado e morto, usando uma faca para metodicamente remover porções do corpo durante um período prolongado de tempo. O língchí termo deriva de uma descrição clássica de ascender uma montanha lentamente. Lingchi foi reservada para crimes vistos como especialmente graves, como traição e matar os pais de cada um. O processo envolveu amarrar a pessoa a ser executada a uma moldura de madeira, geralmente em um local público. A carne foi então cortado do corpo em várias fatias em um processo que não foi especificado em pormenor no direito chinês e, portanto, mais provável variados. Em tempos posteriores, o ópio era, por vezes, administrado como um ato de misericórdia ou como uma forma de prevenir desmaios. A punição trabalhou em três níveis: como uma forma de humilhação pública, como uma morte lenta e demorada, e como uma punição após a morte.
Nunca concordei com formas de tortura e métodos de tirar a vida de outros seres humanos independente de qualquer motivo porque "uma vida não paga a outra". Também não concordo com essa coisa de precisar ser em público, pra mim passa a impressão de que se você tem poder,você deve punir aqueles que você acha que pecaram ou não, assim de fato mostrando a qualquer pessoa que matar é algo tão natural quanto morrer.
A maior prova de que somos seres que nascemos como diz minha Vó "com espirito de porco" é que muitos gostamos de ver filmes de terror,animes e mangás(sangrentos). Não nego que gosto de ver um anime sangrento(sem terror),mais é porque na minha mente se processa não real,pra mim é como um golpe de Goku algo "tecnicamente impossivél de ultrapassar a tela do meu computador" e me choco com a terrivel realidade não só de Fou-Li, mais com o que vejo todos os dias nós jornais e televisão, vejo que cada vez mais estamos retrocedendo a métodos que deviam ter sido abandonados a muito tempo já que fazemos questão de dizer que somos seres evoluidos,pensantes e por assim dizer que mudados com o passar dos anos. Não repetimos os erros do passado é a maior piada que escuto quando alguem quer comparar o passado e o presente,o caso da Elize Matsunaga como muitos outros que não preciso citar não são diferentes do Fou-Li e é isso que consegue só minha indignação e tristeza.
Só consegui pensar nesse trecho da música pais e filhos de Legião Urbana:
Me diz, por que que o céu é azul?
Explica a grande fúria do mundo.

Precisava comentar isso aqui e também parabenizar o autor do texto que foi muito bem elaborado e que me fez refletir sobre muitas coisas que não veêm ao caso. Só quis dividir essa curiosidade com vocês.

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